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“Almoçando com a CDL” Presidente da AGV acredita em recuperação lenta da economia

17/12/2016

 

A Câmara de Dirigentes Lojistas do Rio Grande promoveu nesta quinta-feira, 15, o evento “Almoçando com a CDL”, no 4º andar do edifício da Câmara de Comércio.

Com o salão lotado, inicialmente o presidente Luiz Carlos Zanetti destacou a presença dos associados: “Vejo novos rostos neste ambiente, é muito importante a presença dos lojistas, principalmente nesse momento difícil para a cidade. Precisamos de todo tipo de ajuda, dos governos estadual e federal, mas principalmente da ajuda de nossa comunidade. O rio-grandino precisa se abraçar e valorizar o comércio local, para juntos vencermos esta crise”.

 

Perspectivas para 2017

O primeiro palestrante da reunião-almoço foi o economista da CDL de Porto Alegre, Victor Fraga Santana. Ele entende que “2017 vai ser um ano de recuperação. Será melhor que 2016 e 2015”. Falou na expectativa do anúncio de medidas econômicas pelo Governo Federal e mostrou-se otimista: “Esta é a melhor equipe econômica que o Brasil já teve. Esperamos que o Congresso não atrapalhe”. Sobre a situação do varejo em todo o país, Santana observou que “o setor que melhor tem dado resultado é o de móveis. Basicamente o varejo depende de três coisas: renda, crédito e confiança. Agora temos visto o retorno da confiança. A melhora na renda fica para 2017 com o retorno do emprego e esperamos que o governo libere a reforma trabalhista que permita aos empresários empregarem com mais facilidade, bem como maior demanda de crédito às empresas. Estamos vendo luz no fim do túnel”.

Segundo o palestrante, “a única certeza é que a inflação estará controlada em 2017, porque já se viu uma queda tremenda nos últimos meses, abaixo da expectativa do mercado. Com relação às taxas de juros, daqui para a frente a gente deve ter uma política monetária muito mais centrada, que não vai atrapalhar os investimentos”. Santana também vê estabilidade na inadimplência, “que deve cair para um patamar mais normal em 2017”.

 

Sinas de recuperação

Já o presidente da Associação Gaúcha para o Desenvolvimento do Varejo (AGV), Vilson Noer, falou que “há vários sinais de recuperação da economia. A crise continua, porque houve uma série de equívocos que ocasionaram o crédito caro, desemprego e a queda do PIB. É conseqüência de uma economia mal gestada. A intervenção na economia foi muito danosa. Só se resolve a crise na economia com aumento da produtividade. Nossa indústria continua sem condições de competir com o mundo, o desemprego aumenta com isso e o comércio é conseqüência. Esses itens geraram o que é fatal: a mente do ser humano é determinante para medos e com o cenário negativo é natural a retração das pessoas, que perderam a confiança. E é isso que temos de recuperar. Temos hoje a melhor equipe econômica possível. Então a confiança começa a se restabelecer, mas muito lentamente”.

O presidente da AGV concorda que o atual presidente, Michel Temer, “não era o ideal, mas constitucionalmente foi vice da presidente e tinha de ser ele em respeito às instituições. E estou contente porque o que não tiveram coragem de fazer nos últimos 15 anos está para ser feito. Não adianta mudar o presidente. Michel Temer está na linha correta para resolver as questões do Brasil” E acrescenta: “O FMI sinaliza lenta recuperação para o Brasil já em 2017, com melhora para o segundo semestre. E Meirelles sinaliza que deveremos crescer, no segundo semestre, 2,8% sobre o ano anterior. Se isso acontecer, quem conseguir navegar nessas ondas até lá estará salvo”.

Vilson Noer elogia a PEC enviada ao Congresso que limita os gastos do governo e a reforma da previdência: “Se não mexerem na Previdência, estamos perdidos. Eu como aposentado, porque não vai haver dinheiro para aposentadoria”. Sobre o PIB, “a tendência é de crescimento, enquanto a inflação e os juros irão baixar. Se for confirmada uma safra de grãos em nosso estado com 26 milhões de toneladas a mais, o agronegócio será uma grande âncora para os negócios”. O empresário também apontou duas medidas positivas para os lojistas: a redução em dez dias do prazo de pagamento do cartão de crédito e a liberação do FGTS para pagamento de contas. Disse, ainda, que “como entidades, vamos ficar vigilantes para não ter aumento de impostos.

O presidente da AGV falou que “com a crise temos de ter eficácia operacional e produtividade funcional. O dono tem de olhar seu negócio com uma lupa. Se está vendendo 20% a menos, talvez mudando seu mix de produtos consiga desviar o olhar para produtos novos, diferentes, que permitam aumentar sua margem, mesmo vendendo menos. Se está vendendo 20% a menos tem de reduzir a despesa nesses patamares. As grandes empresas não olham só o curto prazo, mas mais adiante. Mas quem é pequeno lojista tem de analisar muito bem a abertura de uma nova loja. Precisa conhecer mais aonde vai se colocar. Para isso, existem pesquisas de geoprocessamento, de marketing. A questão de manter o caixa é óbvia. Também tem a questão das pessoas. Hoje o varejo de Porto Alegre ainda mantém um atendimento precário e isso faz parte da produtividade. Tenho dez pessoas, enquanto poderia trabalhar com cinco mais produtivas. Tem de conversar com os funcionários, mostrar que tem saída e os talentos nesses momentos de destacam, mas tem de valorizar eles. Acho que acabou a era do recepcionista. Antes, com a loja lotada, bastavam recepcionistas. Hoje preciso de vendedor para conseguir encantar, convencer”.

 

Rio Grande, 15 de dezembro de 2016.

Fonte: Ique de la Rocha


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